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	<title>Sexualidade - Psicólogo Alejandro</title>
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	<description>Psicólogo especialista em casais e sexualidade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jan 2020 16:34:32 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O que é abuso sexual?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 16:34:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas pessoas acreditam que abuso sexual somente é caracterizado quando há penetração ou estupro. Desta forma essas pessoas minimizam os fatos sem saber o mal causado e suas consequências na</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas acreditam que abuso sexual somente é caracterizado quando há penetração ou estupro. Desta forma essas pessoas minimizam os fatos sem saber o mal causado e suas consequências na vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abuso sexual infantil é expor uma criança ao contato sexual de um adulto ou adolescente. Quando falo de criança me refiro a de menor de 10 anos, que não sabe e não entende o que é sexualidade. Seu corpo ainda não recebeu a carga hormonal que acontece na pré-adolescência (10 a 12 anos) e desenvolve e prepara o corpo e a mente para a sexualidade. Por tanto essa criança não está pronta para entrar em contato com a sexualidade e esse contato a choca, a deixa confusa em relação a si mesma e aos adultos que devem cuidá-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fator importante a ter em conta é que </span><b><i>o abusador sente excitação pela criança</i></b><span style="font-weight: 400;">. A excitação é do adulto, que muitas vezes acredita que a criança o está provocando sexualmente, mas isso não é a realidade. A criança desconhece o que é sexo e não tem intenção nenhuma de provocar o adulto. O adulto sente excitação sexual por um corpo infantil, ele o erotiza na sua mente, no seu pensamento com fantasias sexuais e depois quer acreditar que essas fantasias sexuais são realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestas interações em que o adulto força um contato sexual com a criança quero ressaltar novamente que </span><b><i>o adulto tem uma intensão sexual</i></b><span style="font-weight: 400;"> ao entrar em contato com a criança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então vou fazer uma descrição de algumas possíveis situações de contato sexual com crianças que deixarão marcas na vida adulta. Existem 3 formas em que o mundo impacta nossos sentidos: visual, auditiva e contato físico. Cada uma destas formas pode produzir um trauma sexual. Vejamos alguns exemplos:</span></p>
<p><b>Contato físico</b></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Pedir para a criança tocar nos órgãos sexuais do adulto; masturbá-lo.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Esfregar órgãos sexuais no corpo da criança.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tocar nos órgãos sexuais da criança, nas pernas, na bunda, nos mamilos.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Beijar a criança na boca com excitação sexual, nos mamilos ou fazer sexo oral na criança.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fazer a criança beijar as regiões que ele se excita sexualmente; pedir a criança fazer sexo oral.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Pedir para tomar banho junto com a criança e se excitar sexualmente durante o banho. Já tive um caso em que a mãe se excitava com o filho durante o banho e o apertava contra o corpo dela e falava para a criança “ai! Que gostoso!” logo após o banho essa mulher se masturbava e o filho a espiava. Essa mãe tinha sido abusada na infância e estava repetindo um padrão de se excitar com o corpo de uma criança.</span></li>
</ol>
<p><b>Visual</b></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">O adulto exibir seus órgãos sexuais excitados para a criança. Pedir para a criança olhar.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Espiar a criança no banheiro, tomando banho ou no quarto se trocando de roupa.</span></li>
</ol>
<p><b>Auditiva</b></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Fazer comentários de conotação sexual para a criança do tipo “que bundinha, né?” ou “estás com as perninhas grossinhas?” ou “já estás criando peitinhos!!”. Muitas vezes junto com esses comentários o adulto acrescenta um contato físico tocando nas partes da criança da qual está falando.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ao ficar a sós com a criança ou adolescente o adulto pede para ter relação sexual. Muitos deles dizem para a criança: “eu sei que tu também quer”, ou diz que a criança é uma “safadinha” ou que ela gosta de sexo e coisas do tipo. Ou seja, </span><i><span style="font-weight: 400;">fala sobre sexualidade com a criança como se ela fosse adulta.</span></i></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas são formas de ativar a sexualidade da criança antes do tempo de acontecer naturalmente (10 a 12 anos). Isso significa que a criança vai entrar em contato com a sexualidade sem seu corpo estar pronto, nem sua mente estar pronta para isso, produzindo desta forma um </span><i><span style="font-weight: 400;">trauma sexual</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse choque deixa a criança com alguns comportamentos que não são naturais. Um deles é a criança começa a se comportar de forma “robotizada”, como alheia. Essa é uma forma de dizer “eu não quero estar aqui, nesta situação”. Esse tipo de comportamento, de não reagir a estímulos, faz com que o abusador passe acreditar que a criança está gostando, pois ela não diz nada e faz tudo o que é mandado como um robô.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um comportamento comum dos </span><i><span style="font-weight: 400;">abusadores é minimizar</span></i><span style="font-weight: 400;"> esse contato sexual dizendo que é apenas uma brincadeira, que não houve penetração ou contato sexual maior. O abusador também costuma dizer que é mentira da criança ou que é exagero, que não aconteceu nada. Mas a criança não poderia mentir sobre aquilo que ela não conhece: a sexualidade. Um psicólogo conhece os sintomas de uma criança abusada sexualmente e pode tirar dúvidas sobre se é ou não verdade que está acontecendo um abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, se sua filha ou filho muda de comportamento, fica diferente e estranho ou fala que não quer mais ficar a sós com algum adulto, procure um psicólogo para tirar essa dúvida. Não faça vista grossa nem ache que são coisas da cabeça da criança. Tire as dúvidas e proteja essa criança. Quando adulto essa criança vai lembrar que a mãe não a protegeu e a culpará.</span></p>
<h3><b>Sequelas na vida adulta</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As sequelas se dão a nível de </span><i><span style="font-weight: 400;">pensamentos, sentimentos e no corpo físico</span></i><span style="font-weight: 400;"> da pessoa sexualmente abusada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><i><span style="font-weight: 400;">consequências no corpo físico</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparecem como doenças ou disfunções do corpo. Estas doenças e disfunções estão associadas à disfunção sexual criada no momento do abuso pelas emoções associadas de NOJO, MEDO, RAIVA e ÓDIO. Essas emoções se geram durante o abuso e elas reprimem a energia sexual da pessoa abusada. A repressão da energia sexual dificulta ter prazer sexual quando se relaciona com outra pessoa, ela está bloqueada. O bloqueio da Energia Sexual faz com que essa energia fique acumulada no corpo e se degrade (como uma fruta guardada numa gaveta que apodrece). Essa energia degradada gera doenças no corpo como: doenças de pele, nódulos nos seios, cistos nos ovários e útero, endometriose etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sequelas além de se dar no corpo físico, também aparecem no nível de pensamentos, sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As disfunções no comportamento estão associadas as emoções geradas no abuso: NOJO, MEDO, RAIVA e ÓDIO. Em particular o NOJO do próprio corpo e o ÓDIO de sua sexualidade. Esse ÓDIO e RAIVA de si diminuem sua autoestima. </span><b><i>A pessoa não se gosta</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se criam também </span><b>CRENÇAS</b><span style="font-weight: 400;"> a respeito da sexualidade. O abusador usa a criança ou adolescente para satisfazer seu desejo sexual. Então a criança sente e pensa a mesma coisa: que </span><b><i>seu corpo serve de dar prazer ao outro</i></b><span style="font-weight: 400;">. Quando adulto se mantem esses pensamentos: meu corpo é para dar prazer ao outro e meu prazer fica de lado. Isto provoca INSATISFAÇÃO SEXUAL. Não consegue usar seu corpo para a própria SATISFAÇÃO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa insatisfação pode provocar 2 tipos de comportamento:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1-      </span><b><i>Retração sexual</i></b><span style="font-weight: 400;">: a pessoa EVITA TER RELAÇÕES SEXUAIS porque não tem prazer. Se sente suja, com nojo e pode relembrar do abuso a cada vez que tenha relação sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2-      </span><b><i>Compulsão sexual</i></b><span style="font-weight: 400;">: porque não consegue ter prazer, orgasmo, na relação sexual com um parceiro ou parceira. Geralmente só conseguem ter orgasmo quando se masturba com fantasias sexuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo, quando abusado, é estimulado sexualmente pelo abusador e reage a esse estímulo. Mentalmente a criança não quer a relação sexual e emocionalmente sente nojo e medo, mas o corpo está excitado porque </span><b><i>as células do corpo reagem ao estímulo do toque e não aos pensamentos e emoções.</i></b><span style="font-weight: 400;"> Isso gera um </span><b><i>conflito </i></b><span style="font-weight: 400;">dentro da pessoa: </span><b><i>meu corpo se excita, minha mente diz “não quero fazer sexo; é errado” e sinto muito nojo e medo</i></b><span style="font-weight: 400;">. Então, a partir desse momento a excitação sexual fica associada a “é errado” e aos sentimentos de nojo e medo. Dessa forma se cria um BLOQUEIO SEXUAL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Psicólogo trabalha PARA desfazer a associação da EXCITAÇÃO SEXUAL com o MEDO, o NOJO e os pensamentos de que SEXO É ERRADO. A ENERGIA SEXUAL precisa ser liberada dessas emoções negativas e dessas crenças e pensamentos negativos a respeito de sexo para que a pessoa possa USUFRUIR DE SEU CORPO PARA TER PRAZER SEXUAL. Com isto também se recupera a autoestima, deteriorada por se sentir suja, culpada, errada. Se RECUPERA A INOSCENCIA SEXUAL INFANTIL.</span></p>
<h3><b>Por que continuo sendo assediada depois do abuso?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com uma pessoa que foi molestada sexualmente antes dos 10, 12 anos é que ela não entende o que está acontecendo e geralmente ela só vem a entender o que aconteceu na sua infância quando chega aos 12 anos e sua sexualidade começa a ser compreendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a criança entra em contato com a sexualidade do adulto e isso provoca um choque. Ela não entende o que está acontecendo, mas percebe que algo errado está acontecendo. É como se a criança intuísse que está errado. Algumas crianças conseguem falar para o adulto “não quero que você faça isso!” mas elas não sabem que isso é um contato sexual, não entendem o que é sexualidade. Algumas crianças podem falar sobre sexo, mas é uma repetição do que o adulto falou ou escutou na TV. Elas mesmas não sabem de fato de que se trata porque não se desenvolveu para que seu cérebro consiga ter uma compreensão do que é sexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando acontece o abuso o corpo da criança entra em contato com a sexualidade, a energia sexual é ativada no CORPO INFANTIL sem que ela tenha conhecimento do que é isso. Então ela começa a sentir excitação antes que as outras crianças. Isso pode se manifestar quando a criança começa a se tocar, a se masturbar antes dos 10 anos. A libido começa a circular pelo corpo da criança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa energia sexual no corpo de uma criança é vista pelo abusador como que a criança o excita. Então depois que a criança teve o primeiro conato com a sexualidade, estimulada por um adulto, ela começa a trazer essa energia sexual no corpo, sem ter consciência. Essa energia sexual no corpo faz com que o adulto tenha interesse sexual na criança e volte a acontecer o abuso. A cada vez que a criança é abusada, novamente a sexualidade é ativada no corpo da criança. Quanto mais molestada a criança, mais ela vai ter ativada a energia sexual no corpo, mais ela vai a atrair abusadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar neste ponto que se os familiares ou outros adultos perceberem que uma criança tendo essa energia sexual, investiguem se essa criança está sendo abusada. Outro parâmetro a ser tido em conta é quando a criança tem falas de sexualidade antes dos 7 anos; isso também pode ser um indicador que pode estar acontecendo um abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contato sexual com adulto faz com que essa criança quando crescer desenvolva uma repulsa pela sexualidade, sinta nojo desse contato sexual prematuro e pelo seu corpo sexual. Quando adulta não aceita a energia sexual dentro dela, por causa do nojo do que aconteceu na infância e por medo de ser abusada ou forçada novamente. Então ela não quer ter essa sexualidade no corpo. Desta forma </span><b><i>a sexualidade fica fora da consciência, mas não fora do corpo</i></b><span style="font-weight: 400;">. Fora da consciência é evitar lembrar das cenas do abuso e do que sentiu na ocasião. É não querer lembrar do nojo que sentiu. Fora da consciência não quer dizer fora de si mesma. É como se a energia sexual ficasse numa região envolta dela. Ela não quer o sexo, mas ele fica envolta da pessoa e continua atraindo a atenção dos abusadores. </span><b><i>A rejeição da própria sexualidade provoca um reforço na situação de atrair o abusador.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então a pessoa começa a acreditar que a culpa é dela, que tem alguma coisa errada com ela que atrai esse tipo de situações. Assim rejeita ainda mais a própria sexualidade. Isso faz com que tenha dificuldade em ter um prazer sexual completo. Algumas pessoas não têm prazer sexual nenhum. Outras tem um comportamento de ter muitas relações sexuais, ou se masturbar compulsivamente, porque em cada ato sexual não libera totalmente a energia sexual e acaba ficando insatisfeita. Essa falta de liberação da energia sexual é por conta da rejeição da própria sexualidade. Muitas vezes essa rejeição aconteceu na infância e na vida adulta fica inconsciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa rejeição da sexualidade traz dois comportamentos possíveis:</span></p>
<ol>
<li><b>Evitação</b><span style="font-weight: 400;">: a mulher evita o contato sexual. Quando casada isso traz graves problemas de relacionamento. O homem se sente não amado pela mulher que o evita. Tem paranoias que está sendo traído (“se a mulher não tem relações sexuais com ele, deve ter com outro”). Isso dá muitas brigas e até agressões.</span></li>
<li><b>Compulsão por sexo</b><span style="font-weight: 400;">. Porque não se sacia sexualmente. Pode até ter orgasmo, mesmo assim continua com vontade. Isso se deve porque não tem prazer pleno.</span></li>
</ol>
<h2><b>Tratamento</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvi uma técnica específica para o caso de abuso sexual que pode se livrar desse trauma e suas sequelas em muitas poucas sessões. Entre em contato pelo Whatsapp (48) 984067686 e agende seu atendimento.</span></p><p>The post <a href="https://psicologoalejandro.com.br/o-que-e-abuso-sexual/">O que é abuso sexual?</a> first appeared on <a href="https://psicologoalejandro.com.br">Psicólogo Alejandro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O que é homossexualidade e transexualidade?</title>
		<link>https://psicologoalejandro.com.br/o-que-e-homossexualidade-e-transexualidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 16:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A sexualidade é determinada pelo corpo. Com isso quero dizer que o corpo determina por quem vou sentir atração sexual. Se o corpo se excita sexualmente com um corpo de diferente gênero se trata de heterossexualidade. Se é atraído por um corpo do mesmo gênero, se trata de homossexualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso é difícil de determinar durante a adolescência (12 aos 20 anos aproximadamente). Ter uma percepção clara do que o meu corpo está me mostrando, saber o que excita meu corpo, se é um homem ou uma mulher não tarefa fácil para um adolescente que está formando sua personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando aparece essa confusão geralmente as pessoas tentam dissipar a dúvida usando a mente, pensando a respeito, buscando ideias com amigos, internet ou profissionais. Ideias é uma função do pensar. Sentir no corpo o que me desperta desejo sexual é uma função de percepção: perceber o que estou sentindo</span><b><i>. O que pensar pode ser diferente do que sinto.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando penso a sexualidade a partir de uma confusão no que sinto, isso gera uma confusão mental. Agora além de estar confuso no que sinto, também estou confuso no que penso a respeito da minha sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se pensa sobre a sexualidade, sem ter em conta como se sente, está construído sobre conceitos e pré-conceitos. Pré-conceitos são ideias construídas a partir da mente e não da experiencia do que se sente. Conceitos construídos a partir da experiencia pessoal são mais verdadeiros. Mesmo assim estes conceitos podem estar contaminados por traumas e situações da infância e conceitos familiares que dão um sentido pré-determinado as experiencias pessoais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso queremos mostrar que é praticamente impossível determinar a sexualidade partindo de ideias, conceitos e outras produções da mente racional. A mente entra em conflito com o que se sente e refreia ou distorce as sensações para adaptá-lo a uma ideia que seja socialmente aceitável. </span></p>
<p><b>O que permeia a sexualidade é sempre um </b><b><i>conflito de aceitação. Aceitar na mente a sexualidade que é sentida pelo corpo. A experiencia sexual é uma experiencia do sentir. Nunca do pensar! </i></b><b>Quando a mente interfere na experiencia sexual o sentir fica diminuído. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se quiser saber qual é a sua sexualidade deve se aguçar o sentir, aumentar a percepção do que sinto no contato sexual com outros corpos. Perceber com que tipo de corpo sinto atração e prazer. E também com que tipo de corpos sinto nojo ou repulsa. E </span><b><i>aceitar na mente o que o corpo está me mostrando através dos impulsos sexuais. </i></b><span style="font-weight: 400;">A partir dessa aceitação do meu corpo e o que ele sente é que posso gerar ideias a respeito da minha sexualidade.</span></p>
<p><b><i>A não aceitação do corpo e do que ele sente leva a distúrbios mentais pois se cria um conflito entre corpo e mente, entre o que sinto e o que penso de mim mesmo.</i></b></p>
<h3><b>Transexualidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O caso da transexualidade é quando a pessoa não aceita seu corpo e quer mudá-lo. Aqui podemos fazer algumas distinções. Há transsexuais que sentem atração sexual homo e outros que sentem atração hétero a respeito do corpo original, o qual ele tem de nascimento. Mas há um “sentir”, no sentido de sentimentos e um jeito de pensar, que se refere a um corpo de gênero diferente do que nasceu. Por exemplo, </span><i><span style="font-weight: 400;">um corpo de mulher, porem gosta de pensar e de sentir como se fosse um homem</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ou vice-versa um corpo de homem que gosta de sentir e pensar como mulher. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então nos transsexuais temos </span><i><span style="font-weight: 400;">um corpo de nascimento masculino, por exemplo, que sente atração por mulheres (corpo tem um sentir heterossexual) mas que pensa e tem sentimentos de mulher. Também há os que tem corpo de nascimento masculino, sente atração por homens</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(corpo sente atração homossexual) e pensa e tem sentimentos de mulher. </span></i><span style="font-weight: 400;">Isso também é válido para corpos femininos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo isso gera uma grande confusão mental e vários tipos de conflitos gerando muita falta de aceitação, seja do corpo, da mente ou dos sentimentos. Essa confusão leva a diferentes tipos de transtorno de personalidade e em muitos casos a pensamentos e atitudes suicidas</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Como evitar conflitos na personalidade?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todos os casos, hétero, homo e trans, devemos buscar a ACEITAÇÃO do que o corpo sente em primeiríssimo lugar. </span><b><i>Como me penso</i></b><span style="font-weight: 400;"> sexualmente e a forma como </span><b><i>meus sentimentos são sentidos</i></b><span style="font-weight: 400;"> (femininos ou masculinos) tem que </span><b><i>se adequar ao sentir do corpo</i></b><span style="font-weight: 400;">. Pois toda discordância leva a conflitos mentais que podem se agravar dependendo da dificuldade dessa ACEITAÇÃO chegando à depressão, desistência da vida e suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo para quem não ACEITA que seu corpo sinta atração homossexual. Sua mente está discordando que seu corpo sinta desejo homossexual e então se instala o conflito mente-corpo gerando os mesmos transtornos de personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se seu corpo é masculino e sente atração homossexual, se tens sentimentos femininos, se gosta de pensar de forma feminina, ACEITE-SE, </span><b><i>não há necessidade de mudar nada</i></b><span style="font-weight: 400;">. O mesmo, se seu corpo é feminino e sente atração homossexual, se tens sentimentos masculinos, se gosta de pensar de forma masculina, aceite-se</span><b><i>. </i></b></p>
<p><b><i>Não invente uma identidade a partir desses gostos e interesses</i></b><b>. Seja você mesmo sem inventar um estereótipo, pois esse estereótipo é quem traz os conflitos, confusões, despersonalização, depressão e outros sintomas. </b><b><i>A falta de aceitação de seu natural, a criação de estereótipos de personalidades irá a profundar esses transtornos.</i></b></p><p>The post <a href="https://psicologoalejandro.com.br/o-que-e-homossexualidade-e-transexualidade/">O que é homossexualidade e transexualidade?</a> first appeared on <a href="https://psicologoalejandro.com.br">Psicólogo Alejandro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Falta de interesse sexual</title>
		<link>https://psicologoalejandro.com.br/falta-de-interesse-sexual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 16:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um dos parceiros tem menos necessidade de contato sexual que o outro  Aquele que tem mais necessidade se sente não desejado e gera baixa estima. O que tem menos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>Quando um dos parceiros tem menos necessidade de contato sexual que o outro</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;"> Aquele que tem mais necessidade se sente não desejado e gera baixa estima. O que tem menos interesse sexual se sente pressionado e submetido ao excesso de relações e acaba perdendo interesse mais ainda. Neste caso aquele que não está sendo acolhido sexualmente nas suas necessidades pode ficar com raiva de não ser desejado, agredir verbalmente o outro, começa a ter paranoias de que está sendo traído e que por conta disso o outro não o deseja. Isso cria uma obsessão maior em ter sexualmente o parceiro que evita o sexo. Em alguns casos aquele que se sente rejeitado pode arrumar amantes e deixar que o parceiro saiba como forma de despertar ciúmes e ver se isso aproxima o parceiro que o está rejeitando. Outro fato é que quem se sente rejeitado comece a beber álcool ou alguma droga como forma de amortecer a dor da rejeição. No geral, nestas relações, há muitas discussões, acusações e agressões.</span></p>
<h3><b>Existe diferença entre o desejo sexual da mulher e o do homem?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem algumas pessoas que afirmam que o desejo sexual da mulher é menor que o do homem. Em realidade, isso não é verdade. Há casais em que a mulher tem mais desejo que o homem.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Homens e mulheres tem o mesmo desejo ou apetite sexual.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os diferentes casais existem variações. Têm casais que mantém mais relações sexuais semanais que outros. O importante é que os parceiros tenham o mesmo interesse de frequência sexual semanal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz parte do namoro, fase em que os parceiros estão se conhecendo, que se verifique se combinam nas preferências sexuais, pois os casamentos em que há insatisfação sexual de um dos parceiros passam por vários tipos de conflitos.</span></p>
<p><b>Em geral as pessoas têm o mesmo interesse sexual, em média 2 ou 3 relações por semana, supondo que os parceiros se gostem, se desejem e se amem um ao outro.</b></p>
<p><b>A admiração surge de tudo o que o outro representa nas trocas afetivas, intelectuais e intimidade.</b><span style="font-weight: 400;"> Esclareço isso pois hoje em dia é muito comum relações de casal baseadas na troca de interesses pessoais, um dá conforto e segurança e o outro dá beleza e bom trato, ou outros tipos interesses a serem trocados. Nesse caso o ritmo sexual decai bastante, para 1 ou 2 relações sexuais ao mês, as vezes menos, pois a relação é baseada na troca de interesses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os parceiros se gostam e o ritmo é menor de 2 relações sexuais por semana pode haver problemas na libido de um deles ou de ambos. Por vezes essa diminuição se dá pela baixa hormonal comum em torno dos 40, 50 ou 60 anos, dependendo do organismo. Quando não é o caso da idade pode haver </span><b>bloqueios da energia sexual ou libido provocados por problemas emocionais ou crenças negativas a respeito do sexo.</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Excesso ou falta de desejo é produto do mesmo problema: insatisfação sexual provocada por bloqueio e distorção da sexualidade. Esse bloqueio é consequência de um trauma sexual e/ou crença negativa associada ao sexo.</span></i></p>
<h4><b>Bloqueios emocionais temporários:</b><b> </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O estresse da vida cotidiana pode provocar uma diminuição temporal do interesse sexual. Quando a situação estressante passa, a pessoa volta a ter desejo sexual como antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se envolver com uma terceira pessoa diminui o interesse sexual no parceiro. Nesse caso a libido é direcionada para o novo parceiro e o ciúme do parceiro “oficial” é justificado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma outra situação que faz diminuir a frequência pode ser a chegada de um filho. Tem casais que diminuem os dois, mas tem outros que só um perde um pouco de interesse sexual enquanto a criança é bebê. Nesse caso o parceiro que fica com o desejo sexual insatisfeito acaba se sentindo rejeitado, gerando discussões, traições, uso de drogas, dentre outras. Diminuir a frequência sexual por causa de um filho também pode envolver um bloqueio da libido por conta de algum trauma de infância. Quando o filho cresce o bloqueio fica inativo até que a chegada de outro filho o faça entrar em contato novamente com seu trauma.</span></p>
<h4><b>Bloqueios emocionais duradouros:</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestes casos, um trauma de infância ou adolescência provoca um bloqueio contínuo da libido. Geralmente estes traumas vem acompanhados com uma compreensão distorcida da sexualidade chamada de crença negativa. </span><b><i>Os bloqueios emocionais deste tipo podem diminuir o interesse sexual ou aumentá-lo.</i></b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pessoa que foi molestada sexualmente na infância pode ter repulsa pela sexualidade ou pode ter compulsão sexual. </span><i><span style="font-weight: 400;">O mesmo trauma pode provocar os dois extremos da sexualidade: não querer ou querer toda hora.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Este tipo de bloqueio faz com a pessoa nunca encontre o parceiro adequado, pois o sexo sempre ativa seu trauma provocando insatisfação por falta ou por excesso. </span></p>
<p><b>Crenças negativas</b><span style="font-weight: 400;"> sobre a sexualidade podem ser criadas por um trauma, mas também podem ser passadas pelos pais do tipo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sexo é sujo”, “se você transar vai ser uma puta”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros. Se o filho tem muito amor por esse pai ou por essa mãe que passou esses conceitos, vai aceitar o que os pais pensam a respeito do sexo sem duvidar se isso é verdade ou não. Ou pode, por raiva dessa crença, fazer exatamente aquilo que foi dito pelos pais como uma forma de se livrar dessa crença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mãe ou um pai que reprime sua sexualidade pode fazer que, inconscientemente, sua energia sexual seja transferida para o filho/a, isto é, se um dos pais rejeita sua sexualidade, o filho/a se torna extremamente sexual com poucos anos de idade (3 ou 4 anos em diante) o que não é normal para essa criança, pois a sexualidade desperta por volta dos 10 a 12 anos. Essas crianças que carregam a sexualidade reprimida do pai ou da mãe, serão adultos com excesso de desejo sexual, criando um problema para si nas suas relações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A repressão dos pais com a sexualidade dos filhos, principalmente com as meninas, pode criar dificuldades em ter prazer por não ter coragem de conhecer a própria sexualidade. As crianças, por volta dos 10 anos em diante, começam a ter curiosidade sexual e se tocar para ter prazer. Mas muitos pais reprimem essa curiosidade e a masturbação dos seus filhos/as, impedindo desta forma o desenvolvimento normal da sexualidade. Conhecer o próprio corpo e se masturbar é um exercício que faz desenvolver a capacidade de ter orgasmo nas relações com parceiros quando chegar o tempo de tê-las. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por último vou citar os </span><i><span style="font-weight: 400;">vínculos exageradamente próximos com a mãe ou com o pai depois dos 15 anos</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode criar uma insatisfação sexual. Vínculos fortes com os pais não são necessariamente vínculos de amor extremo, neste caso também é considerado vínculos de ódio intenso. Nestes casos o adolescente, o jovem e depois o adulto, não se abre para o vínculo com outros parceiros e ficam atrelados ao vínculo familiar, infantilizados emocionalmente. Isso impede que um vínculo estável aconteça com parceiros, podendo assim evitar o sexo ou apenas usar sexualmente os parceiros para satisfação sexual imediata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem outros tipos de bloqueios não tão frequentes, mas neste texto me limitei a delinear o que aparece com mais frequência no consultório de psicologia. </span></p><p>The post <a href="https://psicologoalejandro.com.br/falta-de-interesse-sexual/">Falta de interesse sexual</a> first appeared on <a href="https://psicologoalejandro.com.br">Psicólogo Alejandro</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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